sábado, 8 de agosto de 2015

A bolsa rompeu...


Manhã de uma terça-feira, dia 27 de dezembro, acordei assustada com a cama molhada, logo pensei "fiz xixi na cama", esses pensamentos espertos de mãe de primeira viagem. Me levantei às pressas, e uma "água" não parava de sair de mim, passou a molhar todo o quarto. Eu, sem saber do que se tratava, não me apavorei, peguei o telefone e liguei para sua tia Nalva, expliquei o ocorrido e ela calmamente pediu para que eu ligasse para minha médica e ficasse calma, que ela estava à caminho.

Olhei no relógio, era apenas 5h30 da manhã, não tive coragem de ligar para a Dra. Monica à esse horário, uma vez que havia acabado de mudar de obstetra e tive apenas uma consulta com ela, imaginei comigo: "não tenha intimidade ao ponto de ligar para ela a essa hora". Decidi enviar apenas um SMS e torci para que ela respondesse. Fui para o banho, (sim, como mãe de primeira viagem, eu não fazia ideia do que estava acontecendo, e não queria sair de casa sem banho ou desarrumada...rs), ao sair do banho um SMS da doutora: "Fique tranquila e vá para o hospital, eles irão te examinar e me acionar sobre o seu quadro clínico". Foi o que fiz.

Chegando ao hospital minha irmã logo acionou as enfermeiras e comentou sobre a suspeita de bolsa rompida, eu ainda estava muito tranquila, e só observava os procedimentos. Correria, examina aqui, examina ali, a enfermeira olha pra mim e diz:

- O médico virá falar com você, o seu caso é de bolsa rota
- Mas que raios é uma bolsa rota? - respondi cheia de dúvidas
- Sua bolsa rompeu, você vai entrar em trabalho de parto - respondeu sorrindo simpaticamente

Como assim minha bolsa rompeu? Não são 40 semanas de gestação? Acabei de completar 28 semanas, tá certo isso? Minha cabecinha de grávida inexperiente começou a ferver, mas ainda assim fiquei tranquila e esperei as notícias.

O médico veio, explicou novamente que minha bolsa havia rompido e que eu havia perdido muito líquido, informou que já havia acionado a Dra. Monica e que ela estava à caminho do hospital para me acompanhar. Isso me deixou mais segura.

Sua tia Nalva ficou comigo o tempo todo, segurava minha mão, conversava e contava histórias para me distrair, a gente falava de você, pensamos em tudo que não havia tido tempo de fazer como decorar seu quarto, fazer o chá de bebê, essas coisas todas de mãe...

Enfim, a doutora chegou, ficou preocupada porque em nossa última consulta você estava sentado, então, dificilmente eu poderia ter um parto normal. Fiquei apreensiva, não tinha planos (nem vontade) de realizar uma cesariana. Me explicou sobre o processo do parto, de todos os riscos e também sobre o fato de que você iria direto para a encubadora. Foi difícil compreender tudo de uma vez, mas ela conseguiu fazer com que eu compreendesse sem me desesperar. Então orei muito, pedindo à Deus e à Nossa Senhora que me concedesse a graça de ter um parto normal, pois não queria passar por essa cirurgia. Fui levada para a sala de ultrasson e, grande foi o meu alívio quando ouvi da médica que você estava devidamente encaixado, já pronto para o parto, um parto normal. Deus é bom demais meu filho e Nossa Senhora sempre olhou por nós.

Porém, mesmo com você encaixado, bolsa rompida e 4 dedos de dilatação, eu não sentia contrações, aliás, eu não sentia absolutamente nada. Me aplicaram medicação na veia para induzir as contrações. Algumas horas depois (confesso que perdi um pouco a noção do tempo desde a minha entrada no hospital), passei a sentir as famosas contrações e isso significava que você estava por vir.

É filho, eu não sabia praticamente nada sobre ser mãe, mas você já estava pronto e querendo nascer.



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